Assessoria de imprensa na prática: como se tornar fonte
Muitas imobiliárias acreditam que só grandes empresas, com assessores ou jornalistas contratados, podem aparecer na imprensa. Mas a verdade é que o primeiro passo para ter presença em veículos de comunicação não custa nada.
É se posicionar gratuitamente como fonte confiável e proativa para os temas do seu setor.
A assessoria de imprensa, antes de tudo, é sobre relacionamento. Em vez de esperar ser procurado, você pode e deve tomar a iniciativa. É assim que fazemos na Souza Gomes, e isso já gerou dezenas de matérias espontâneas em TVs, rádios, jornais e portais regionais e nacionais.
Como fazer isso na sua imobiliária:
Identifique os principais veículos da sua cidade ou região (rádio, TV, portais, jornais, revistas) e ligue ou envie um e-mail se apresentando como especialista no mercado imobiliário . Diga que está disponível para comentar assuntos como: alta ou queda de preços dos imóveis, crescimento de bairros, perfil de compradores ou locatários, comportamento do mercado em épocas específicas (volta às aulas, eleições, datas comerciais etc.)
Além de temas do setor, ofereça também pautas sobre a sua empresa: ações sociais, práticas com funcionários, projetos de sustentabilidade, novas tecnologias no atendimento
Sempre que houver um tema atual na mídia relacionado a imóveis, mande uma mensagem rápida: “Se precisarem de uma fonte sobre esse assunto, estou à disposição.” Isso mostra agilidade e autoridade.
4. Mantenha um breve portfólio ou release pronto para enviar por e-mail, com informações da sua imobiliária, histórico e uma ou duas fotos boas da equipe e da sede.
Essa prática, mesmo simples, gera credibilidade e amplia o reconhecimento da marca. Muitas vezes, uma pauta que surge em rede nacional começa com uma fonte local bem posicionada. E esse lugar pode ser ocupado por você.
2. Produção de conteúdo: como criar com o que você já tem
É comum escutar de gestores: “Eu queria produzir conteúdo, mas não tenho uma equipe de vídeo, nem equipamentos profissionais.”
A boa notícia é que você não precisa começar com o ideal, e sim com o possível. Na Souza Gomes, a criação de conteúdo muitas vezes nasce do celular no bolso, da câmera ligada em uma visita rápida, de uma conversa espontânea.
A chave está em não esperar o cenário perfeito. O conteúdo mais valioso muitas vezes é o que mostra o bastidor, o que está acontecendo agora, de forma genuína.
Como fazer isso na prática:
Aproveite qualquer visita para captar imagens. Está em uma obra? Em um decorado? Em um plantão? Tire fotos, grave vídeos curtos com o celular, mesmo que você não apareça. Depois, é possível editar com uma música e alguns textos na tela.
2. Organize um “dia de conteúdo”. Escolha um imóvel e agende um único dia para vários corretores gravarem vídeos curtos ali. Em 2 horas, você gera material para semanas.
3. Use o conteúdo como estratégia, não como preenchimento. Antes de postar, pergunte: qual o objetivo disso? Informar, vender, aproximar? Conteúdo por si só, sem intenção clara, pode parecer volume vazio.
4. Planeje temas com antecedência. No início do mês, veja quais datas comemorativas ou eventos da empresa podem gerar conteúdo. Exemplo: Dia dos Pais, um TBT de lançamento, bastidores de um treinamento interno ou até ações sociais.
5. Participe do processo. O gestor conhece o cliente, os imóveis, o mercado. Direcione sua equipe de marketing com sugestões de temas, imóveis estratégicos ou informações que fazem diferença no atendimento. Não delegue totalmente, seja parceiro do seu marketing.
O conteúdo que gera resultado começa com intenção e constância, nem sempre é sobre uma estrutura profissional.
Comece simples, mas com propósito, e vá evoluindo com base no que funciona para o seu público.
Como comunicar sua autoridade e não depender só do Instagram
De nada adianta construir autoridade, sair na mídia, ser reconhecido no mercado e… deixar isso escondido. O cliente precisa saber o que está acontecendo. O mercado precisa ver esse posicionamento. Por isso, comunicar sua autoridade é tão importante quanto conquistá-la.
Mais do que isso: não dependa apenas de canais que não são seus, como redes sociais e portais.
Se amanhã o Instagram cair, ou um portal triplicar o valor, como você vai continuar se relacionando com seu público?
Ter canais próprios é essencial para não ficar refém de ferramentas externas.
Como colocar isso em prática:
1. Tenha um local para reunir suas aparições na mídia. Sempre que sair em jornal, revista, TV ou rádio, salve essa matéria em um link ou arquivo e crie um “clipping digital”. Pode ser um site simples (até mesmo gratuito) ou uma aba no seu site institucional.
2. Use o blog da imobiliária para se posicionar. Um post por mês que seja, com uma análise de mercado, novidades da sua empresa ou dicas de compra e venda já é o suficiente para criar presença e gerar valor. Plataformas como o ChatGPT ajudam você a estruturar o conteúdo rapidamente.
3. Crie uma base de e-mails sua. Comece a reunir contatos de clientes, leads e interessados para enviar uma newsletter mensal. Pode incluir novidades da empresa, lançamentos, participação em eventos e atualizações do mercado. Isso aproxima a marca do público e constrói relacionamento direto.
4. Aposte também no offline. Mídias como rádio local, jornais de bairro e até cartinhas personalizadas funcionam muito bem ao redor de um lançamento ou campanha. Isso dá proximidade e reforça a presença da marca na cidade.
5. Não dependa só do Instagram. Ele é importante, sim. Mas não é seu.
Ter base própria (e-mail, site, blog) garante que sua comunicação não desapareça com o algoritmo ou oscilações da rede social.
Construir canais próprios é como construir casa em um terreno que é seu. Você se protege, ganha autonomia e ainda valoriza sua autoridade com mais profissionalismo e consistência.
Comunicação com identidade: como criar um jeito único de se comunicar
Muitas imobiliárias falam como qualquer outra. Mesma fonte, mesmas cores, mesmos posts. Mas em um mercado cada vez mais competitivo, o que diferencia sua imobiliária é a forma como você se comunica. E isso vai muito além do design. Está no tom de voz, na linguagem, na experiência de quem acessa seus canais.
O que vemos com frequência entre participantes do SG Labs, é uma falta de unidade entre os pontos de contato da marca.
O Instagram é informal, cheio de vídeos com humor e emoção. O site é frio, abandonado, sem alma. O e-mail marketing é genérico. A atendente do telefone segue um tom completamente diferente. O cliente percebe isso, e a marca perde força.
Como trabalhar sua identidade de marca na prática:
1. Defina seu posicionamento. Sua imobiliária quer ser mais descontraída ou mais tradicional? Mais emocional ou mais técnica? Vai falar como especialista de mercado ou como um amigo que conhece a cidade inteira? Decida isso antes de qualquer ação de marketing.
2. Documente esse tom de voz. Faça um pequeno guia para sua equipe de marketing, atendimento e conteúdo. Liste palavras que representam sua marca, expressões que devem ser usadas (ou evitadas), tipos de emoji, abordagem de título e assinatura de e-mail.
Manual específico sobre o tom de voz e persona da Beta
3. Alinhe os canais. Seu site precisa conversar com sua rede social. O e-mail marketing precisa seguir a mesma identidade visual e de linguagem dos seus vídeos. Quem vê seu Instagram e depois entra no site tem que sentir que está no mesmo ambiente, da mesma empresa.
4. Traga os funcionários para esse universo. Não espere que todos falem da mesma forma, mas dê direcionamento mínimo para o atendimento, principalmente nas primeiras impressões com o cliente. A recepção, o WhatsApp e o telefone também são parte da sua marca.
5. Revisite com frequência. A comunicação não é algo fixo. É importante olhar para seus canais diariamente, ajustar rotas e manter a coerência no que está sendo produzido e postado.
A identidade de marca é como um sotaque: é ela que faz o cliente lembrar de você.
E quando ela é bem aplicada em todos os pontos de contato, ela constrói confiança, reconhecimento e preferência.
O básico bem feito: atendimento sem falhas antes de qualquer inovação
Antes de investir em vídeos de alto custo, plataformas de IA ou a “dancinha do momento”, garanta que os pilares do atendimento estejam sólidos.
A comunicação de alto nível cria expectativa; se o cliente chega à imobiliária e encontra demora, burocracia ou falta de cuidado, todo o esforço de marketing desmorona.
Responder rápido, orientar com clareza e oferecer uma experiência acolhedora valem mais do que qualquer recurso de última geração.
Coloque o cliente no centro. Pergunte: ele consegue solicitar uma proposta on‑line sem esbarrar em formulários confusos? Sabe quais documentos levar para alugar um imóvel? Recebe retorno em até 24 horas? Esses detalhes constroem reputação e fidelização, enquanto a tecnologia serve como suporte, não como solução mágica.
Como colocar isso em prática
1. Monitore e responda todos os canais. Comentários no Instagram, mensagens de WhatsApp, e‑mails e ligações devem ser respondidos em até um dia útil. Defina responsáveis por cada canal e crie alertas de atendimento.
2. Teste a experiência como cliente oculto. Ligue para a própria imobiliária, envie um e‑mail fora do horário comercial ou simule uma proposta on‑line para descobrir gargalos.
3. Simplifique processos. Disponibilize a lista de documentos de locação em um PDF ou página do site. Grave um vídeo curto explicando a assinatura digital e fixe nos destaques do Instagram, etc
4. Crie um formulário de feedback. Use Google Forms para perguntar a cada cliente atendido na semana como foi a experiência. Dez respostas mensais já revelam pontos de melhoria.
5. Padronize o atendimento presencial. Defina quantos toques o telefone pode dar antes de alguém atender, ofereça café ou água na recepção e mantenha a sala de espera organizada, são pequenos detalhes que mudam tudo.
6. Aqueça a base existente. Envie um e‑mail mensal para clientes atendidos no último mês perguntando se falta algo, oferecendo ajuda ou apresentando novos imóveis.
7. Cuide do site: tenha fotos dos imóveis com boa iluminação e sem itens soltos, faça uma descrição completa e com emoção mas sem falar muito, pense na navegação que o cliente tem na sua plataforma.
Quando o básico está redondo, cada ação de marketing reforça uma experiência positiva em vez de criar frustração.
Só então vale partir para inovações e tendências com segurança de que a casa está arrumada.
Documente tudo: transforme informação em patrimônio da empresa
Se só uma pessoa da equipe sabe como algo é feito, essa informação não pertence à empresa, pertence ao indivíduo. E se ele sair? Se adoecer? Se for promovido?
Processo que não está escrito não existe. Na Souza Gomes, tratamos o registro dos nossos fluxos, práticas e escolhas como um ativo da empresa.
Ter tudo documentado facilita treinamentos, evita erros, agiliza consultas em momentos de alta demanda e cria uma base segura para a continuidade do trabalho com coerência, mesmo com trocas na equipe.
Como fazer isso na prática:
1. Escolha uma plataforma central de documentação. Pode ser um Google Drive organizado por pastas ou uma ferramenta como Notion. O importante é que todos da equipe tenham acesso e saibam onde encontrar o que precisam.
2. Registre os padrões da comunicação. Documente qual fonte e cores são usadas na identidade visual, como aplicar a logo em eventos e materiais, qual tom de voz é adotado nas redes sociais e até qual emoji representa melhor a empresa.
3. Descreva os protocolos de redes sociais. Quais comentários devem ser ocultados ou respondidos? Como usar a técnica de chamada para ação Ou Ou ("gostaria de agendar uma visita ou ficou alguma dúvida? Quer visitar amanhã ou final de semana?). Quais músicas já foram usadas recentemente em vídeos para evitar repetição?
4. Liste as plataformas e senhas utilizadas. Tenha uma planilha segura com o login e senha das ferramentas utilizadas (Instagram, WhatsApp, RD Station, plataforma de CRM, e-mail marketing, etc.).
5. Crie uma pasta com os ativos da marca. Deixe acessível a história da empresa em um parágrafo curto e um mais completo, bios dos diretores, fotos da equipe, logos em diferentes formatos e versões da marca para diferentes situações.
6. Documente os fluxos operacionais. Quem faz o quê? Com que frequência? Usando qual ferramenta? Se você grava um áudio explicando um processo, até o ChatGPT pode transformar isso em um texto organizado.
7. Crie checklists para as ações recorrentes. Desde postar um imóvel até subir um vídeo, envie um e-mail marketing ou ativar uma campanha. Listar os passos evita falhas e torna qualquer tarefa replicável.
Informação não documentada se perde. Informação organizada vira patrimônio da empresa e permite que o crescimento seja sustentável, mesmo em meio a mudanças de equipe ou aumento de volume.
Toda ação precisa ter um porquê, um fim e um resultado
Antes de fazer qualquer ação de marketing, pergunte: por que estamos fazendo isso?
É fundamental que toda ação tenha início, desenvolvimento acompanhado pelo time de marketing e um fim bem definido. Não basta colocar um totem em uma loja parceira, é preciso criar uma experiência, pensar na jornada do cliente e planejar os próximos passos.
Parece simples, mas muitas empresas gastam tempo, energia e dinheiro em ideias legais, mas que não têm propósito claro nem retorno real. Marketing não é só sobre parecer ativo. É sobre fazer com intenção, mensurar e ajustar.
Como fazer isso na prática:
1. Defina o objetivo de cada ação. Pode ser:
• Reforçar o posicionamento da marca
• Gerar novos leads
• Aumentar o reconhecimento em determinada região
• Apresentar um produto ou serviço novo
• Surpreender clientes e gerar lembrança de marca
• Aumentar o engajamento de uma base parada
• Estreitar parcerias estratégicas
• Valorizar a equipe interna com ações de endomarketing
2. Planeje a jornada da ação. Toda ação deve ter:
• Início: o briefing, o objetivo, os envolvidos
• Meio: execução acompanhada, ajustes em tempo real
• Fim: entrega, avaliação de resultados e próximos passos
3. Evite o “oba-oba”. A ação precisa conversar com o seu público. Uma colaboração com outra marca, por exemplo, só faz sentido se os públicos forem compatíveis e a experiência for memorável. Senão, é só uma foto bonita no feed.
4. Pense no próximo passo do cliente. Toda ação precisa ter uma chamada para ação clara: um botão, um QR Code, uma cartinha, uma abordagem posterior. A pessoa que participou da ativação precisa saber o que fazer depois
5. Meça os resultados. Mesmo que seja simples, registre:
• Quantas pessoas participaram
• Quantos leads vieram da ação
• Se houve engajamento ou retorno
• Se a equipe envolvida teve um aprendizado
6. Aprenda com os erros, mas mude rápido. Nem toda ação vai funcionar, e está tudo bem. Mas fique atento: insistir demais no que não dá resultado consome energia que poderia ser aplicada em estratégias mais certeiras.
7. Seja essencialista. Em vez de tentar estar em todos os eventos da cidade, escolha três ações bem pensadas para fazer com excelência. O retorno será muito maior do que em dez ações feitas pela metade.
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